quinta-feira, 24 de junho de 2010

MARIA MARIA


Autêntica obra-prima do teatro musical brasileiro, Maria Maria foi apresentada com imenso sucesso em vários países, em inúmeras excursões. O espetáculo é uma densa construção poética de Fernando Brant, com música de Milton Nascimento, encenada originalmente pelo “Grupo Corpo”. Este livro apresenta o roteiro integral, com as marcações de cenas e todas as explicações necessárias para que, na escola ou no teatro, o espetáculo possa ser remontado por alunos e atores, amadores ou profissionais. Graças à beleza das imagens e a densidade poética do texto, esta obra, mesmo sem conter músicas ou partituras, será lida com encantamento por leitores de qualquer idade, como geralmente se leem peças teatrais publicadas em livro.

Os autores: Fernando Brant e Milton Nascimento dispensam apresentação. Há mais de 30 anos vêm contribuindo para o enriquecimento de nossa música, no que ela tem de mais criativo. Do “Clube da Esquina para o mundo” é, sem dúvida, um bom resumo da carreira desses dois artistas excepcionais.

Selecionado pelo PNLD-SP 2005
Selecionado pela Secretaria de Educação de Contagem, 2008
Texto: Fernando Brant
(música original de Milton Nascimento)
Fotos: Cristiano Quintino
40 páginas – 15 x 20cm – 4 cores
Ano: 2005 – 1ª edição
Preço: R$ 20,00

QUIM, O SAGUI


Quim é um bichinho danado de esperto. E bota esperteza nisso! Mas Quim vive no mato, não entende nada de cidade grande. Dois meninos metidos a valentes resolvem salvar o coitado da arapuca em que se meteu. Bom, a história não começa assim, mas continua assim, é uma aventura e tanto. Mas não é só. Também tem caçador de passarinho, prédios antigos, matas muito mais antigas e a antiga mania humana de fazer mal aos bichos. Mistura daqui, mistura dali, sai uma perseguição que começa na floresta e continua na cidade. Resumindo, a história de Quim é uma mistura de aventura, defesa do meio ambiente e literatura daquelas bem quentes e divertidas.




Os autores: Ilka Valle de Carvalho é pós-graduada em Língua e Literatura Luso-brasileira e Língua Espanhola e Literaturas Hispânicas, com mestrado e doutorado nos EUA. Foi professora de Literatura Espanhola e Hispano-americana na UFMG. Atualmente, entre outras atividades, se dedica a escrever livros de teatro e ficção para jovens.
Fausto Prats começou a trabalhar em jornais aos 18 anos, como ilustrador e cartunista. No final dos anos 70, com outros cartunistas, lançou UAI!, primeira revista de HQ de BH. Hoje é diretor de arte sênior e continua atuando como free lancer para jornais e editoras.



Texto: Ilka Valle de Carvalho

Ilustrações: Fausto Prats

72 páginas – 14 x 19cm

Capa a 4 cores, miolo em preto e branco

Ano: 2007 – 1ª edição

Preço: R$ 22,00

COMO DESENHAR UM PÁSSARO


Trata-se de rara e praticamente perfeita integração entre texto e imagem, tão perseguida por autores e ilustradores, mas raramente alcançada. O segredo talvez seja que, entre outras coisas, é livro de escritor, ilustrador e, ainda por cima, diagramador, tudo ao mesmo tempo. E assim foi escrito, ilustrado e diagramado: tudo ao mesmo tempo. Não é uma história comum, mas a deliciosa narrativa de como escritor e ilustrador se integram ao longo do trabalho de criação, mantendo vivo diálogo e – tão importante quanto – mantendo profunda união entre texto e imagem, de modo que um leva ao outro e vice-versa. Durante esse bate-bola criativo, o narrador também dialoga com o leitor até que, no final da história, passa a responsabilidade para o próprio leitor. Que deverá recomeçar do zero, enquanto narrador e ilustrador lavam as mãos e saem de cena. Enfim, uma bela bagunça criativa, provocação das melhores para mentes jovens e curiosas.

(Primeiro volume da coleção “Como desenhar isto e aquilo”) Texto e ilustrações: Sebastião Nuvens 28 páginas – 16 x 23cm – 4 cores Ano: 2007 – 1ª edição Preço: R$ 18,00

ROCAMBOLE COM MAIONESE


Rocambole com Maionese é um livro delicioso, tanto pela riqueza verbal, como pelos constantes jogos de palavras, que lembram muitas vezes o refinamento e a sutileza de Lewis Carroll. Além disso, a proposta intertextual se apropria de informações geográficas, históricas, literárias, pictóricas e até culinárias, dosadas com fartas pitadas de humor. Afinal, trata-se de um romance insólito: rocambole (o doce) apaixona-se pela belíssima maionese (o tempero), numa salada que permite múltiplas leituras e muitas brincadeiras entre professor e aluno. As ilustrações são uma “aula” à parte, numa colorida viagem pela pintura ocidental, através de grandes artistas universais.

O autor: Otávio Ramos, um dos fundadores da Dubolsinho, tem vários livros publicados, entre prosa e poesia. Em todos eles, a aparente leveza da linguagem revela forte dose de humor e requintada construção textual, numa voltagem criativa só alcançada pelos melhores autores. Para jovens, publicou também Pequena História de um Anão, infantojuvenil, pela RHJ Livros.

Selecionado pelo PNLD-SP 2003 Texto: Otávio Ramos Ilustrações: pintores clássicos 28 páginas – 16 x 23cm – 4 cores Ano: 2002 – 1ª edição Preço: R$ 18,00

A CIDADE DAS ESTRELAS


A história parte de uma ideia insólita: uma cidade onde, a cada pessoa, corresponde uma estrela. E mais: as estrelas movimentam-se no alto, reproduzindo no céu seus itinerários de casa ao trabalho ou à escola, amontoadas em ônibus ou fechadas em seus carros. Nessa cidade, onde cada vida particular tem o seu correspondente celeste, a teia social também se reflete nas estrelas, tornando visível e brilhante tudo o que entre nós – pobres mortais sem estrelas próprias – é dissimulado e incerto. A alegoria social construída por Sebastião Nuvens, repleta do sabor da imaginação e da aventura, não esmaga os jovens leitores sob o peso de uma “moral da história” artificialmente edificante. Ao contrário, enseja o pensamento crítico, o levantamento de dúvidas, o desvendar de cortinas sobre uma realidade que, em nosso conturbado mundo moderno, tanto salta aos olhos quanto se evita discutir. Sem apresentar soluções monolíticas, joga novas luzes – a luz própria de cada estrela particular – sobre a comunidade de homens onde crescem e se formam nossas crianças.



Selecionado duas vezes pelo PNLD-SP 2002
Texto e ilustrações: Sebastião Nuvens
28 páginas – 16 x 23cm – 4 cores
Ano: 2000 – 1ª edição
Preço: R$ 20,00

O REI DOS PÁSSAROS



O encantamento começa pela capa: logo abaixo do título, uma instigante “amostra grátis” do texto, como irresistível convite à história que está por se desenrolar.

O Rei dos Pássaros é uma prosa suave e mágica, baseada num poema persa do século 12, Mantiq ut-Tair (Diálogo dos Pássaros), que conta a perigosa viagem empreendida pelos pássaros em busca de seu rei. A descoberta final, carregada daquela beleza simbólica de que só os orientais são capazes, é uma metáfora cujo sentido está ao alcance dos jovens leitores, mas que emociona pessoas de qualquer idade.

Assim como em outros livros assinados por Sebastião Nuvens, o elemento visual é uma história à parte, que pode render boas discussões sobre cores, texturas, efeitos especiais, colagens, e ainda sobre o uso da informática como ferramenta de trabalho para as artes plásticas.



Altamente recomendável FNLIJ (2000)

Selecionado para o catálogo da Feira de Bolonha, Itália (2001)

Selecionado pelo PNLD-SP (2002)

Selecionado pela Secretaria de Cultura MG (2003)

Selecionado pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte (2005)

Selecionado pelo MEC/FNDE/PNBE (2005)

Selecionado pela Fundação Pedro Calmon - BA (2011)

Texto e ilustrações: Sebastião Nuvens
32 páginas – 16 x 23cm – 4 cores Ano: 2005 – 2ª edição
Preço: R$ 20,00

PARQUE DE IMPRESSÕES


A poesia é uma das melhores provas de que existe vida inteligente na Terra, você não acha? Se tem dúvidas, precisa então ler este livro, de fio a pavio, de cabo a rabo, do princípio ao fim. É engraçado, lírico, irônico – enfim, é tudo o que se pode esperar da melhor poesia infantojuvenil. Escrito por quem entende – e muito – de poesia, tanto para crianças quanto para adultos, este livro de Eloésio Paulo veio para mostrar que a grande poesia não tem idade. Nem cor, raça ou sexo. A grande poesia é do mundo todo e de todo mundo. Leia e veja como a vida é mesmo muito inteligente, e também muito engraçada. Principalmente quando escrita por uma menina engraçada e inteligente que nem Anna Sofia.

O autor: Eloésio Paulo nasceu em Areados, MG, e brincou descalço na rua até os 15 anos de idade. É pai de Eduardo e Miguel. Publicou vários livros de poemas para adultos, sendo considerado um dos mais inventivos poetas das novas gerações no Brasil. Este é o seu primeiro livro para crianças. Trabalha como professor na Universidade Federal de Alfenas, também em Minas.

Anna Sofia e a poesia sem querer
Texto: Eloésio Paulo
Ilustrações: Sebastião Nuvens
36 páginas – 22,5 x 22cm – 4 cores
Ano: 2010 – 1ª edição
Preço: R$ 30,00

QUEM É A GLÓRIA?


Glória é uma garota muito especial. Mas para saber quem é a Glória você vai ter de conhecer sua casa, o que ela faz no dia a dia, a escola que frequenta, os fantásticos colegas de turma, cada qual com problemas, mas sabendo se virar. Glória é uma menina quase igual às outras, mas com algumas diferenças. Quer se apaixonar pela Glória e seus amigos? Ela está dentro do livro, espertíssima, um pouco tímida e sem mistério. Isto é, só com um pouco de mistério! Resumindo, a história da Glória é a história de muitos jovens deste país, com diferenças que fazem deles pessoas diferentes, com necessidades especiais. Mas este livro é, também, uma bela lição de como problemas existem para serem enfrentados. E resolvidos.



Os autores: Silvio Costta é formado em Jornalismo e possui licenciatura em Filosofia. Além de escritor é ator profissional, contador de histórias e ministra cursos de musicalização e expressão corporal para professores do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo e para escolas das redes municipal e estadual.
Marta Neves é artista plástica e professora. Formou-se na UFMG em Desenho e Cinema de Animação. Como artista plástica, participou de exposições importantes no Brasil e no Exterior. Além de desenhar à mão, trabalha com imagens digitalizadas, colagens e até bordados.



Texto: Silvio Costta

Ilustrações: Marta Neves

32 páginas – 15 x 20cm – 4 cores

Ano: 2007 – 1ª edição

Preço: R$ 18,00

A REVOLTA DAS BRUXINHAS



Depois de muitos anos e várias edições, este livro é lançado como surgiu pela primeira vez, com as ilustrações originais de Henfil, em preto e branco. Este foi, aliás, o único livro de literatura infantil ilustrado por Henfil em toda a sua brilhante carreira. Um livro que encantou milhares de crianças, A Revolta das Bruxinhas é uma deliciosa história de fadas, com bonecos que andam, conversam, fazem bastante estripulia e, afinal, se revoltam. Narrada com muito humor, no estilo inconfundível de Ivana Versiani, a história prende, encanta e fascina.


Os autores: Ivana Versiani estudou Letras na UFMG e lecionou nas universidades de Wisconsin (USA) e Toronto (Canadá). Aposentada pela UFMG, publicou diversos livros de literatura infanto-juvenil por várias editoras nacionais, alguns com tiragens de dezenas de milhares de exemplares, tornando-se verdadeiros clássicos para jovens.
Henfil foi um dos mais importantes e criativos desenhistas e cartunistas brasileiros, criador de personagens inesquecíveis, como os “Fradinhos”, o “Capitão Zeferino”, a “Graúna” e o “Bode Francisco Orelana”. Além de desenhista foi também escritor e teve intensa participação no movimento pela redemocratização do Brasil.


Selecionado pelo PNLD-SP (2005)

Selecionado pelo MEC/FNDE/PNBE (2005)

Selecionado pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte (2009)

Selecionado pela Prefeitura de Santo André (2011)


Texto: Ivana Versiani
Ilustrações: Henfil
72 páginas – 15 x 20cm
Capa a 4 cores, miolo em preto e branco
Ano: 2005 – 1ª edição
Preço: R$ 22,00

PSIU, DONA PSI!


Você está de castigo e vai escrever”, foi o que minha mãe disse. “Nada de rua, de brincadeiras, de confusão, de televisão”. Ela está muito brava comigo.

Ela disse: “Guto, de hoje até o dia de seu primeiro encontro com a psicóloga, você vai escrever todos os dias. Vai escrever sobre você mesmo, sobre as coisas que você andou aprontando, entendeu? Vai escrever sobre o que você pensa e sente, vai contar seus sonhos”.

Assim começa o delicioso diário de Guto, um moleque tão sabido que não para de inventar confusão, como você vai descobrir logo que dobrar a esquina da capa.


Os autores: Fernando Alsandálio nasceu numa pequena cidade do interior de Minas. Qualquer semelhança entre autor e personagem não é mera coincidência, um é a cara do outro. Depois de girar pelo Brasil como barata tonta, Fernando resolveu voltar pra sua terra, que continua tão pequena quanto era quando ele nasceu. Tem outro livro publicado, Logo mais no Umbigo da Banana Split, pela FTD.

Fausto Prats começou a trabalhar em jornais aos 18 anos, como ilustrador e cartunista. No final dos anos 70, com outros cartunistas, lançou UAI!, primeira revista de HQ de BH. Hoje é diretor de arte sênior e continua atuando como free lancer para jornais e editoras.



Texto: Fernando Alsandálio
Ilustrações: Fausto Prats
48 páginas – 15 x 20cm – 4 cores Ano: 2010 – 1ª edição
Preço: R$ 25,00

ZIGUE-ZAGUE


Zigue-Zague é um carinha danado de esperto. Pequeno, serelepe e metido a sabidão. Zigue tinha uma vontade muito grande de... Ah, mas não dá pra contar, só lendo. Continuando, Zague era tão esperto que, certa vez, quase entra na maior gelada de sua vida por causa da vontade muito grande de... Epa, quase que entrego o ouro! Enfim, quer mesmo saber? Só que não vou contar, senão perde toda a graça. Histórias bem escritas existem para serem lidas e curtidas, bem devagar, folheando, lendo e admirando as belas ilustrações que formam, com o texto, um livrinho muito legal sobre Zigue-Zague, o tal e qual!

Os autores: Branca Maria de Paula já foi professora e repórter-fotográfico, mas ultimamente só faz escrever. Tem 14 livros publicados. Alguns ganharam prêmios importantes. Pacífico, o Gato, virou vídeo no Programa Livros Animados, da TV Futura. Mora em Belo Horizonte, onde conheceu Zigue-Zague num domingo de sol. Mario Vale nasceu em Belo Horizonte. Formou-se em Direito e estudou desenho industrial. É artista plástico, cartunista e autor de livros infantis e de desenhos animados para televisão. Tem 12 livros publicados, alguns deles ultrapassando cem mil exemplares. Recebeu diversos prêmios, indicações e selos de mérito.


Texto: Branca Maria de Paula
Ilustrações: Mario Vale
Selecionado pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte, 2007
24 páginas – 16 x 23cm – 4 cores
Ano: 2007 – 1ª edição
Preço: R$ 18,00

O LIVRO DAS MÁKINAS MALUKAS



Se você gosta de cientista maluco, chegou ao lugar certo! Se não gosta de cientista maluco, chegou também. Maluco? Aqui não tem ninguém maluco, não! Só tem cientista experimental, daqueles que vivem inventando moda. Cada experiência mais maluca, quero dizer, cada experiência mais interessante que a outra. E tão interessantes que o autor resolveu escrever maluka, e não maluca, como você sabe que se escreve. Só para diferenciar maluco de maluko. Como vê, as malukiques começam no título! Ou será o contrário? De qualquer forma é bom ver e ler para crer em tudo aquilo de que um cientista é capaz, maluko ou não maluko.

Os autores: Poeta, escritor e tradutor, Luiz Roberto Guedes nasceu e vive em São Paulo. Publicou vários livros para jovens por diversas editoras nacionais. Organizou Paixão por São Paulo, antologia poética em homenagem aos 450 anos da cidade. Sob o pseudônimo de Paulo Flexa é letrista e parceiro de inúmeros compositores.
Patricia Woll nasceu e foi educada na Alemanha. Estudou Desenho Gráfico na Escola de Artes e Ofícios de Basileia, Suíça. Como desenhista profissional viajou por diversos países. Vive no Brasil desde 1987 e mora em São Paulo.

Selecionado pela Prefeitura de Contagem, MG (2007)
Selecionado pela Prefeitura de Santo André, SP (2011)
Selecionado pelo MEC/FNDE/PNBE (2011)

Texto: Luiz Roberto Guedes
lustrações: Pati Woll
32 páginas – 16 x 23cm – 4 cores Ano: 2007 – 1ª edição
Preço: R$ 20,00

AS FÉRIAS DAS FADAS


Cinderela está desesperada. Sua amiga Branca de Neve caiu no sono mais uma vez, vítima de nova trama da rainha malvada. Fada Madrinha está de férias e não pode ajudar. Cinderela procura Rapunzel, o Gato de Botas – e nada. Ela terá de se virar sozinha, porque os anões e todos os príncipes também estão ocupados. Que fazer? Você por acaso tem uma boa ideia? Pois a esperta Cinderela teve uma ótima, como você verá abrindo a porta desta história de fadas que se passa nos dias de hoje. E que história!
Um livro divertidíssimo, As férias das fadas mistura passado e presente, numa aventura muito legal e com ilustrações supermodernas.

Os autores: Denis Winston Brum é gaúcho de Porto Alegre. Fascinado por filmes e livros, aos dez anos ganhou de seu avô uma edição de “Os três mosqueteiros”, que leu e releu sem cansar. É formado em publicidade e propaganda e trabalha como redator publicitário. Como a ilustradora, Denis é uma das descobertas da Dubolsinho.
Camila Piló também é formada em publicidade e propaganda, e ainda em design gráfico. Aos dez anos começou a escrever e logo teve poemas publicados em jornais. Adolescente, passou a fazer colagens e, mais tarde, trabalhou com materiais customizados.
Denis e Camila são, entre vários outros, duas ótimas apostas da Dubolsinho em autores novos que vieram pra ficar.

Selecionado pela Secretaria de Educação de Contagem (2010)

Selecionado pela Prefeitura de Santo André (2011)


Texto: Denis Winston Brum
Ilustrações: Camila Piló
24 páginas – 15 x 20cm – 4 cores
Ano: 2010 – 1ª edição
Preço: R$ 17,00

A LOJA DO ZÉCONZÉ


O nome é uma divertida alusão a uma canção de domínio público, A Loja do Mestre André. Mas, ao contrário do mestre André da música, que vendia instrumentos musicais de todos os calibres, Zéconzé vende “o que ninguém quer”. Um menino curioso vai conferir que artigos são esses, e se vê diante de um desfile de ofertas: uma chupeta velha e usada, que é “igual colo de mamãe”; um pedacinho de fralda que é, na verdade, um “retalho de esperanças”; uma bola de nuvem, a flor da alegria, e tantos outros tesouros de Zéconzé, tesouros sem preço, que aquecem a alma e fazem bem ao coração.

Por tudo isso, A Loja do Zéconzé é uma ótima opção para integrar as primeiras leituras dos que se iniciam na aventura do letramento.

Todo em letras maiúsculas.


A autora: Laís Corrêa de Araújo é conhecida nacionalmente como poeta, ensaísta, tradutora e cronista, com vários livros publicados para adultos. Em literatura infantojuvenil, seus livros de maior sucesso foram Maria & Companhia e O Grande Blá-blá-blá, Prêmio Nacional de Literatura do Mobral, com tiragem de 100 mil exemplares. Assina ainda, no gênero, Que Quintal! e O Relógio Mandão.


Selecionado pelo PNLD-SP 2002

Texto: Laís Corrêa de Araújo

Ilustrações: Sebastião Nuvens

24 páginas – 22,5 x 22cm – 4 cores

Ano: 2010 – 2ª edição

Preço: R$ 25,00

QUAL É?



Desafio à imaginação dos jovens leitores, este livro é um verdadeiro jogo de adivinhação em versos, povoado de bichos e de gente. Ao longo dessa enigmática narrativa poética, entram e saem personagens familiares, mas nenhum deles responde à pergunta do título. Além de ser uma gostosa introdução à melhor literatura infantil, para crianças recém-alfabetizadas ou em fase de alfabetização, Qual É? permite muitas brincadeiras em sala de aula ou em casa, fazendo da leitura um prazer, como deve ser a boa literatura para crianças.

TODO EM LETRAS MAIÚSCULAS.

As autoras: Mônica Versiani Machado nasceu em Belo Horizonte, e viveu a infância e a adolescência em Ouro Preto, entre velhos sobrados e fantasmas de poetas inconfidentes. É pedagoga e autora de vários livros de literatura infantil e juvenil, tendo em sua coleção um bonito “João-de-Barro”, da Prefeitura de BH, importante prêmio destinado a livros para jovens leitores.
Mariângela Haddad é uma das mais criativas ilustradoras brasileiras. Suas incríveis ilustrações são outra fonte de diversão e encantamento, pela alta qualidade do desenho, pela delicadeza do colorido e pela variedade de técnicas empregadas.

QUAL É?
Texto: Mônica Versiani Machado
Ilustrações: Mariângela Haddad
Selecionado pelo PNBE 2010
24 páginas – 15 x 20cm – 4 cores
Preço: R$17,00
Formato grande (ISBN 978-85-87728-51-7):
24 páginas – 22,5 x 22cm – 4 cores
Ano: 2005 – 1ª edição
Preço: R$ 25,00

TROCA-TROCA


Vivi é uma menina esperta e mágica. A mãe de Vivi é uma mulher prática e ocupada. O dia de Vivi é cheio de trocas com a mãe. Vivi pede coisas possíveis e impossíveis. A mãe de Vivi faz de conta que concorda. Até que chega a hora de dormir. Então Vivi pede a coisa mais impossível de todas. Claro que a mãe de Vivi concorda.

Com belas ilustrações, este livro é um jogo permanente de trocas mágicas e divertidas entre mãe e filha. E um convite para que todo mundo tenha ideias mágicas, de modo especial as crianças – pequenas, médias ou grandes.

todo em letras maiúsculas.

A autora: Alciene Ribeiro Leite tem mais de vinte livros publicados e participa de várias antologias de contos. Já foi premiada pela União Brasileira de Escritores e no “Concurso Nacional Cidade de Belo Horizonte”, tendo sido finalista no “João-de-Barro”, um dos mais famosos e importantes do país. Durante 11 anos trabalhou como assessora editorial e, por isso, conhece como ninguém o mundinho mágico da cabeça das crianças pequenas.

A ilustradora: Patricia Woll nasceu e foi educada na Alemanha. Estudou Desenho Gráfico na Escola de Artes e Ofícios de Basileia, Suíça. Como desenhista profissional viajou por diversos países. Vive no Brasil desde 1987 e mora em São Paulo.



Texto: Alciene Ribeiro Leite

Ilustrações: Patricia Woll

24 páginas – 22,5 x 22cm – 4 cores

Ano: 2010 – 1ª edição

Preço: R$ 25,00

quarta-feira, 16 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Matéria resultante 4

Crônicas De Humberto Werneck resgatam a melhor tradição do gênero

Alvaro Costa e Silva, Jornal do Brasil


RIO - É o cronista que confessa: gosta de cemitérios. E, esperançoso, até acha que vai acabar num deles.

Chega a ser paradoxal que haja tanta observação de vida bem xeretada nas crônicas de Humberto Werneck ao lado de tanto tema funéreo. Mas, que fazer?, é a existência. Ou coisa de mineiro mesmo.

Abramos O espalhador de passarinhos & outras crônicas, recém-publicado pelas Edições Dubolsinho, de Sabará, e façamos, por alto, um levantamento. Logo no segundo texto, “O céu pode esperar”, o autor acorda e ouve no rádio a notícia “de que Humberto Werneck havia morrido”. Não satisfeito, vai ler a lápide negra do próprio túmulo e descobre que o inquilino do carneiro nº 143 da quadra 49 era um segundo-sargento da Polícia Militar. Ufa. Ele só não conta se jogou no bicho.

Você sabe o que é a morte macaca? Não? Então leia a página 149 que Humberto, pedindo licença a Pedro Nava, explica direitinho.

Outra: um de seus fantasmas inesquecíveis é o cadáver de Carmen Miranda: “Estava acondicionada num caixão de bronze e podia ser contemplada através no vidro (...) O que mais impressionava era o fato de que Carmen exibia uma caprichada maquiagem”.

Mais uma: Manuel, um de seus amigos cubanos, quer vender um jazigo. São tantas as qualidades do panteón, que a gente até suspeita: fica no cemitério de Colón, em Havana; é “confortável”; e tem seleta vizinhança: os escritores Alejo Carpentier, José Lezama Lima e Virgilio Piñera – três que valem por uma literatura inteira – e a concorrida tumba de doña Amélia Goire de la Hoz que, tendo morrido nos últimos dias de gestação, dizem que deu à luz debaixo da terra.

Ao entrevistar Gilberto Gil e ouvir dele uma frase que jamais irá esquecer – “Minha ambição, agora, é a boa morte” – o cronista aproveita para filosofar: “Ter vivido bem nos enche, lá no fim – venha como ele vier, na contagem regressiva sobre a cama ou no tranco de um enfarto, de um acidente – da tranquilidade de quem fechadas as últimas contas, pudesse dizer: 'Tudo bem, gente, chegou a hora de dar uma morridinha...'”.

Mas nem tudo são flores fúnebres – inda bem – nesta reunião de 65 textos publicados entre 1990 e 2009, os mais recentes no jornal Brasil Econômico, onde o autor milita semanalmente. Como em seus outros livros – uma reportagem biográfica sobre Chico Buarque; uma história da diáspora de escritores e jornalistas mineiros (O desatino da rapaziada); contos da juventude retrabalhados na maturidade (Pequenos fantasmas); o indispensável A vida de Jayme Ovalle; um dicionário de lugares-comuns (O pai dos burros) – o bom trato da língua é uma obsessão, a qual acaba dando assunto para as crônicas.

Entre seus pares, Humberto deve ser o único a nutrir simpatias pela recente e esdrúxula reforma ortográfica. Afinal, ele tem um W e K no nome e está no seu direito de apontar o lado bom da coisa: “A reforma aboliu o trema, exceto nos nomes próprios – em vida de seus portadores, pelo menos.

Faz sentido. Não ficaria bem dar ao ser humano o mesmo tratamento que os estudiosos da língua reservaram à lingüiça. Já pensou a Gisele Bündchen sem essas duas coisinhas que ela tem em cima?”.

Depois de defender palavras como oaristo e períneo (esta, numa deferência ao também cronista Xico Sá), o escritor e jornalista ensina como não se deve fazer: “Quem tem esposa, dessas que falecem, em geral coloca, em vez de simplesmente pôr. Prefere condolências a pêsames. Promove a prosaica dor de cabeça a cefaleia. Alguns, modernos, não abrem a boca sem que de lá não saia um 'disponibilizar', um 'otimizar', um 'alavancar'. Quando dizem 'ativo de risco', estão falando de dólar, não de algum profissional da prostituição masculina. Jogador de futebol já não se contunde, agora se lesiona. O bandeirinha ergue seu instrumento de trabalho – expressão que faz pensar, outra vez, naquele ativo de risco que não é dólar”.

Pois aí está: ao lado da observação e reflexão acerca das miudezas do cotidiano, a graça de contar – que Humberto tem de sobra – é uma das principais características da chamada crônica brasileira, gênero único. É marcante em Rubem Braga, o maior, e na inconcebível fornada dos anos 50 e 60 (Paulo Mendes Campos, Antonio Maria, Fernando Sabino, Elsie Lessa, Clarice Lispector, José Carlos Oliveira, Nelson Rodrigues).

Humberto Werneck bebe na fonte para, com voz própria, continuá-la. O texto que dá título à antologia apresenta um personagem que, se não soubéssemos que é o pai do autor, poderia ter saído da costela do Velho Braga.

Muitas das histórias – a entrevista desastrada com Clarice, a vizinha búlgara em Paris, a vizinha erótica em São Paulo, o marido da pelada da Playboy – trazem o sem-verniz de Fernando Sabino, casos que se passaram com quem os narra, mesmo que precisem ser inventados. A crônica “A implosão do casal perfeito” é um blend de Antonio Maria e Nelson Rodrigues, resultando em Humberto puro, de truz. Brindemos, pois, que a linhagem está salva.

20:18 - 11/06/2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Matéria resultante 3

Werneck cura complexo de vira-lata da crônica brasileira

por Xico Sá para a Folha de São Paulo - Ilustrada


[para ler o texto, clique na imagem]

terça-feira, 25 de maio de 2010

Matéria resultante 2

Como nos bons tempos de Rubem Braga

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de São Paulo

Em O Espalhador de Passarinhos, o jornalista Humberto Werneck escreve como um mestre do gênero

É bom não confundir os títulos, até mesmo porque o mais recente é o ecologicamente correto O Espalhador de Passarinhos & Outras Crônicas, livro do escritor e jornalista Humberto Werneck que será lançado hoje, a partir das 18h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, tel. 3814-5811, Vila Madalena). O título original do livro de ensaios de Mário de Andrade, O Empalhador de Passarinhos (1944), jamais poderia ser aplicado à primeira das 65 crônicas que dá título ao livro de Werneck e coloca o mineiro entre seus pares mais celebrados do gênero ? o conterrâneo Paulo Mendes Campos (1922-1991), para citar outro ilustre jornalista e poeta de Belo Horizonte. Isso porque o "espalhador" de passarinhos não era chegado a um exercício de taxidemia. Hugo Werneck, o pai do autor, gostava mesmo era de preservar passarinhos vivos. É a sua história que o filho escolheu para abrir o livro.

Hugo Werneck morreu em 2008, aos 89 anos. Deixou 11 filhos e um sem-número de passarinhos espalhados pelo Triângulo Mineiro. Se você ouvir um pintassilgo cantando no Morro do Chapéu, perto de Belo Horizonte, pode apostar que seus ancestrais passaram pelas mãos do "espalhador" Hugo, que tinha alma passarinheira e o hábito de devolver à natureza frágeis cantores aprisionados em gaiolas. Volta e meia, um fiscal do Ibama invocava com seu Hugo, confundindo-o com um traficante de aves, conta o filho Humberto, mas o homem não desanimava. A exemplo do poeta Mário Quintana, sabia que aqueles que estão aí atravancando o caminho passarão. Eu passarinho, poderia dizer Hugo, um iluminado.

Como diz o filho, Deus está em toda parte ? mas pode ser que esteja um pouco mais em Minas, fonte de inspiração de muitas das 65 crônicas escritas entre 1990 e o ano passado. Werneck, que passou por vários gêneros, do ensaio literário (O Desatino da Rapaziada, 1992) à biografia (O Santo Sujo ? A Vida de Jayme Ovalle, 2009), decidiu que estava na hora de passar à crônica, cruzamento de literatura com jornalismo em que o olhar subjetivo do autor valoriza um acontecimento corriqueiro. "Minha geração foi criada lendo crônica", conta Werneck, que teve o estímulo da leitura dos mineiros da geração de 1945 e recebeu o batismo de fogo do autor de O Pirotécnico Zacarias, Murilo Rubião, seu mestre no jornalismo diário.

Werneck foi, entre outras coisas, redator-chefe da Playboy nos anos 1990. É dessa época uma história saborosa que ele conta em O Espalhador de Passarinhos, a da filha rebelde de Fidel Castro, Alina Fernández Revuelta, que fugiu de Cuba em 1993. Rompida com o pai e exilada, ela foi sondada para posar nua. Werneck foi atrás da ex-modelo, que saiu de Cuba "afilada como se posasse para Modigliani". Mas, aos 39 anos, ela já era uma matrona felliniana e, como não havia photoshop na época, era impossível tirar as polegadas a mais que sobravam em seu corpinho. Conclusão: as fotos foram destruídas na redação da revista e Alina ainda embolsou uma grana.

Entusiasmado com o gênero, Werneck prepara para a Companhia das Letras o segundo volume de Boa Companhia ? Crônicas, antologia de outros cronistas cujo primeiro volume, de 2005, teve várias reimpressões. E por que a crônica?. "É que em Minas já tem muito memorialista", responde o cronista, que vive em São Paulo.

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Humberto Werneck ensina a arte brasileira da conversa


por Claudio Leal (Terra Magazine)


A defunta, como vai? - perguntava Otto Lara Resende, em 1992, num momento de vazante literária. Nem tão cadavérica assim, a crônica perdia seus cultores, mas o leitor ainda seria capaz de se comprazer com a caminhada de Rubem Braga atrás de uma borboleta amarela, que roçou nos cabelos do cronista na esquina da Graça Aranha com Araújo Alegre, e aventurou-se pelo oitão da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Com mais de um sentido, a borboleta amarela sumiu das retinas de Rubem. Já a "defunta", numa intermitente catalepsia, costuma reabrir os olhos e desafiar os órfãos em volta do caixão.

O escritor Humberto Werneck é outro caçador de lepidópteros, muitos deles aprisionados nos casulos dos dicionários e da memória. As suas crônicas publicadas no jornal "Brasil Econômico", aos sábados, recuperam a importância das palavras e das pequenas histórias para o cotidiano. Parte dessa caça está no livro "O espalhador de passarinhos & outras crônicas" (Edições Dubolsinho), que será lançado nesta quarta-feira (12), a partir das 18h30, na Livraria da Vila da rua Fradique Coutinho, em São Paulo.

Werneck organizou a coletânea "Boa companhia" (Cia. das Letras, 2005), com 42 clássicos da desconversa, de Fernando Sabino a Antônio Maria. Mas faltava o seu palmo de prosa. Depois da biografia de Jayme Ovalle, devia-nos os vestígios de sua própria vida de repórter e escritor, diariamente observando as desgracinhas deste mundo com um humor que dá o bote antes que as ideias insinuem arabescos.

Quer exemplo? Na Flip 2008, Werneck compartilhou uma mesa literária com o jornalista Xico Sá, que buscava a palavra certeira para definir um ponto oculto feminino - como diria o Houaiss, "a base do púbis", entre a vulva e o você-sabe. "Qual é o nome?...", vasculhou Xico. "Períneo... Já estive lá", matou Humberto.

Quando a antena capta uma de suas tiradas, a tentação é seguir o conselho de Nelson Rodrigues, a respeito de Otto, e abrir uma promissora "Loja de Frases". Algumas das crônicas de "O espalhador de passarinhos" nascem do bom papo, o qual serve de laboratório para as teorias werneckianas mais representativas. Vem-me a dubiedade da "mulher interessante". A da vertigem de sobreloja é recomendável para etiquetar aquele escritor (ou nem tanto) que sente alturas literárias quando ainda nem passou da marquise do Edifício Itália. Vaidades, vaidades. O que poderia bivacar na conversa fiada ganha refinamento em "O marido da mulher pelada":

"Pode ser que você não esteja ligando o nome à coisa, mas na certa conhece essa modalidade de apoteose mental a que todos, uns mais, outros menos, estamos sujeitos. Imagine o camarada que, tendo subido um modesto lance de escadas, já se considera no topo do edifício. Ainda não fez jus ao inebriamento lisérgico de uma genuína vertigem de altura, pois mal chegou à sobreloja - mas já começa a gastar por conta"

Repórter e escritor se encontram na reinvenção de palavras e no tempo da narração, às vezes puxando o rabo-de-papel da morte: "Gosto de cemitérios. Não como residência, é claro, pelo menos não por um bom tempo ainda. Gosto. Acho até que vou acabar num deles. Se não me cremarem, naturalmente. Mas só depois de morto, por favor."

No texto derradeiro, Werneck relata o obscuro - e jamais publicado - ensaio fotográfico de Alina Fernández Revuelta para a Playboy. Filha rebelde do comandante Fidel Castro, ela fugiu de Cuba em 1993, disfarçada de perua espanhola. Residiu em Madri e depois se mudou para Columbus, na Geórgia (EUA). Redator-chefe da revista, Werneck a convenceu a posar nua. "Por que não? - ecoou Alina, subitamente animada."

As curvas irregulares, salpicadas de celulites, exigiram um ajustamento do corpo - sim, da boca. "Como a bruxa de Joãozinho e Maria, eu pediria a ela, de tempos em tempos, que mostrasse o dedinho - o qual, ao contrário do que ocorre na história, deveria apresentar-se cada vez mais delgado", conta. No jantar para acertar o contrato, Alina se apresentou "sem maquiagem, metida numa roupa suja e com cabelos cuja coloração sugeriu às visitantes 'uma água de salsicha'".

Sem pensar nos rumos da revolução, mas apenas na qualidade da vanguarda, a Playboy preferiu não publicar as fotos de J.R. Duran. Bem, esse é o detalhe. Deliciosa pacas é a forma da narrativa, num livro em que o relato jornalístico é ocasional. Outra maravilha de humor e concisão em "Antes que me esqueça":

"As duas amigas, já francamente outoniças, arrastavam as chinelinhas pelo parque em vacilante caminhada, uma amparada na outra, pulando de assunto em assunto ao sabor de suas memórias cada vez mais despovoadas."

"- Que fim levou Carmelita Moreira?

- Sou eu - informou a outra."

A defunta vai muito bem.


[extraído de http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4426886-EI6595,00-Humberto+Werneck+ensina+a+arte+brasileira+da+conversa.html ]