domingo, 13 de janeiro de 2013

Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil

    A Dubolsinho entrou com 13 títulos na Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil, disponível agora em versão online:

http://www.bibliografiainfantilejuvenil.prefeitura.sp.gov.br/browse?value=Dubolsinho&type=publisher 


    A Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil é uma publicação que reúne a produção editorial anual da área. Visa apoiar o desenvolvimento de pesquisas e estudos em literatura, bem como práticas culturais de educadores, bibliotecários, críticos literários e demais interessados.
    A primeira listagem bibliográfica baseada no acervo da Biblioteca Infantil Municipal de São Paulo foi publicada em 1945, na Revista Literatura e Arte.
    Em 1953 foi lançada a Bibliografia de Literatura Infantil em Língua Portuguesa com 1.843 referências. A partir desta data foi atualizada por suplementos com algumas interrupções. Em 1975 foi criada a Seção de Bibliografia e Documentação que se tornou responsável por esta publicação e guarda das obras referenciadas, cortesia das editoras.
    Na edição reformulada de 1990, muda o titulo para Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil, incluindo obras estrangeiras traduzidas e publicadas nos país, deixando de listar aquelas em língua portuguesa editadas no exterior.
    A partir da edição referente a 1994 torna-se seletiva, com resenhas, realizadas por um grupo de especialistas, para as obras que atendam a critérios quanto à temática, ao texto, a qualidade da imagem e ao projeto gráfico.
    A última Bibliografia impressa refere-se à produção de 2006. Esta versão online disponibiliza os volumes publicados desde 1993 até 2009. As obras referenciadas podem ser consultadas na Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato de São Paulo.
    A imagem do Saci, que marca algumas obras desta bibliografia, foi criada e gentilmente cedida por Ziraldo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Adoções Dubolsinho 2013

Para 2013, já tivemos alguns títulos selecionados por alguns dos principais programas governamentais de leitura do país:



* PNLD (MEC) 2013 - OBRAS COMPLEMENTARES*, livro:

Quem é a Glória?, de Silvio Costta 
Glória é uma garota muito especial. Mas para saber quem é a Glória você vai ter de conhecer sua casa, o que ela faz no dia a dia, a escola que frequenta, os fantásticos colegas de turma, cada qual com problemas, mas sabendo se virar. Glória é uma menina quase igual às outras, mas com algumas diferenças. Quer se apaixonar pela Glória e seus amigos? Ela está dentro do livro, espertíssima, um pouco tímida e sem mistério. Isto é, só com um pouco de mistério! Resumindo, a história da Glória é a história de muitos jovens deste país, com diferenças que fazem deles pessoas diferentes, com necessidades especiais. Mas este livro é, também, uma bela lição de como problemas existem para serem enfrentados. E resolvidos.
Os autores: Silvio Costta é formado em Jornalismo e possui licenciatura em Filosofia. Além de escritor é ator profissional, contador de histórias e ministra cursos de musicalização e expressão corporal para professores do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo e para escolas das redes municipal e estadual. Marta Neves é artista plástica e professora. Formou-se na UFMG em Desenho e Cinema de Animação. Como artista plástica, participou de exposições importantes no Brasil e no Exterior. Além de desenhar à mão, trabalha com imagens digitalizadas, colagens e até bordados.


* PNBE (MEC) 2013*, livros:

Fábulas Entortadas, de Israel Jelin 
Literatura pode ser um ótimo divertimento, capaz de nos abrir os portões para as ambiguidades da vida e do mundo. Principalmente se escrita com bastante humor, muita irreverência e generosas pitadas de ceticismo. O autor destas fábulas é craque em misturar ótima literatura com humor finíssimo. Além de escrever muito bem, é engraçado sem fazer força, transmitindo com ironia e sarcasmo sua visão das coisas, numa gangorra que oscila entre otimismo e pessimismo. Entortadas por seu humor cínico, as vidas de bichos e de homens surgem com extrema clareza diante de nós, exibindo fraquezas, defeitos e, também, muita sabedoria. Jelin não toma partido, deixando que o leitor decida, entre as duas versões que apresenta de cada fábula, qual delas prefere. Portanto, caríssimo leitor, a escolha é sua.
O autor: Israel Jelin formou-se em Direito e Letras Anglo-Germânicas pela USP, com certificado de Proficiência em Inglês (Cambridge University e Michigan University). Professor de inglês e tradutor, atuou por mais de 30 anos nas mais conceituadas escolas de São Paulo. É autor de uma vasta obra didática e paradidática, inclusive um dicionário Inglês-Português, além de inúmeras traduções. 


Casa Aberta, de Fernando Brant 
Fernando Brant é um dos mais importantes letristas de nossa música, parceiro constante de Milton Nascimento e de vários outros grandes nomes. É autor de canções como “Travessia”, “Encontros e Despedidas”, “Maria Maria”, “Canção da América”, entre muitas outras. Publicadas semanalmente ao longo dos últimos cinco anos, as crônicas deste livro traçam um amplo panorama da vida brasileira das últimas décadas, numa linguagem suave, humana e profundamente comprometida com vivências e amizades. Partindo do próprio ambiente familiar, rememorando o passado e projetando o futuro, é toda uma visão de mundo extremamente consistente que nos é oferecida, desde o momento em que o autor descobre sua vocação – quase por acaso – até as longas viagens pela memória, pelo Brasil e pelo mundo. Acima de tudo, este livro é uma longa travessia através da vida e do tempo, do espaço e dos acontecimentos que marcaram o Brasil na segunda metade do século XX e na primeira década deste século XXI. 
O autor: Dos mais importantes letristas de nossa música, Fernando Brant é também parceiro constante de Milton Nascimento e de vários outros nomes relevantes de nossa história musical. 


Parque de impressões - Anna Sofia e a poesia sem querer, de Eloésio Paulo
A poesia é uma das melhores provas de que existe vida inteligente na Terra, você não acha? Se tem dúvidas, precisa então ler este livro, de fio a pavio, de cabo a rabo, do princípio ao fim. É engraçado, lírico, irônico – enfim, é tudo o que se pode esperar da melhor poesia infantojuvenil. Escrito por quem entende – e muito – de poesia, tanto para crianças quanto para adultos, este livro de Eloésio Paulo veio para mostrar que a grande poesia não tem idade. Nem cor, raça ou sexo. A grande poesia é do mundo todo e de todo mundo. Leia e veja como a vida é mesmo muito inteligente, e também muito engraçada. Principalmente quando escrita por uma menina engraçada e inteligente que nem Anna Sofia. 
O autor: Eloésio Paulo nasceu em Areados, MG, e brincou descalço na rua até os 15 anos de idade. É pai de Eduardo e Miguel. Publicou vários livros de poemas para adultos, sendo considerado um dos mais inventivos poetas das novas gerações no Brasil. Este é o seu primeiro livro para crianças. Trabalha como professor na Universidade Federal de Alfenas, também em Minas.


* SEE-SP - LIVROS NA ESCOLA 2013 - PROGRAMA LER E ESCREVER*, livros:

A loja do Zéconzé, de Laís Corrêa de Araújo 
O nome é uma divertida alusão a uma canção de domínio público, A Loja do Mestre André. Mas, ao contrário do mestre André da música, que vendia instrumentos musicais de todos os calibres, Zéconzé vende “o que ninguém quer”. Um menino curioso vai conferir que artigos são esses, e se vê diante de um desfile de ofertas: uma chupeta velha e usada, que é “igual colo de mamãe”; um pedacinho de fralda que é, na verdade, um “retalho de esperanças”; uma bola de nuvem, a flor da alegria, e tantos outros tesouros de Zéconzé, tesouros sem preço, que aquecem a alma e fazem bem ao coração. Por tudo isso, A Loja do Zéconzé é uma ótima opção para integrar as primeiras leituras dos que se iniciam na aventura do letramento. 
A autora: Laís Corrêa de Araújo é conhecida nacionalmente como poeta, ensaísta, tradutora e cronista, com vários livros publicados para adultos. Em literatura infantojuvenil, seus livros de maior sucesso foram Maria & Companhia e O Grande Blá-blá-blá, Prêmio Nacional de Literatura do Mobral, com tiragem de 100 mil exemplares. Assina ainda, no gênero, Que Quintal! e O Relógio Mandão.
   


 Era uma vez uma cobra, de Sebastião Nuvens
Usando o esquema das gravuras populares, o autor desenvolve uma agradável narrativa para crianças pequenas, que começam a conviver com cores, formas, palavras e números. O esquema é basicamente matemático, pela multiplicação do número de cobras e suas cabeças. O texto é bastante simples, apropriado aos leitores iniciantes. O interesse cresce à medida que a história se desenvolve, com as cobras se misturando, de modo que só as cabeças e as bocas – com suas linguinhas vermelhas – se destacam. Mas é quase impossível explicar tudo o que está envolvido na sequência. Solução? Ver e ler este livro, porque a leitura é facílima, mas extremamente enriquecida pelas ilustrações que se entrelaçam como cobras se envolvendo umas nas outras.
O autor: Sebastião Nuvens é o pseudônimo adotado por Sebastião Nunes em seus textos destinados ao público infantil e juvenil. Escritor e artista gráfico, publicou 10 livros de poesia, reunidos posteriormente nos dois volumes da Antologia Mamaluca & Poesia Inédita, além de cinco livros de prosa satírica, um de ensaios e outro de crônicas (Adão e Eva no Paraíso Amazônico). Só começou a publicar livros infantojuvenis em 1998.


Filhote de fada, de Rita Espeschit
 Como toda criança, as jovens fadas têm um longo aprendizado pela frente. Aprendizado que é sempre novo, não raro difícil e até perigoso. Em Filhote de Fada, o que se aprende é como voar, um dos atributos fundamentais das fadas. Aos poucos, os pequenos leitores vão descobrindo o que está reservado à “fadinha”, em seu primeiro exercício de voo. Frases curtas, pouco texto (às vezes rimado) e muita ilustração tornam este livro especialmente indicado para crianças em fase de alfabetização ou já envolvidas com a maravilhosa aventura de ler. Os diálogos são leves, ricos e alegres, bem adequados para despertar o interesse dos pequenos. 
 As autoras: Mineira da capital, Rita Espeschit mora em Edmonton, Canadá. É poeta, cronista e autora de livros infantojuvenis. Publicou três livros de poesia para adultos e dez de histórias para crianças e adolescentes, entre eles Filhote de Fada, pela Dubolsinho, em parceria com Mariângela Haddad. Alguns ganharam prêmios importantes, como o Jabuti (SP), João-de-Barro (BH), Cruz e Sousa (Santa Catarina) e Concurso Nacional do Paraná, entre outros. Mariângela Haddad é uma das mais criativas ilustradoras brasileiras. Suas incríveis ilustrações são outra fonte de diversão e encantamento, pela alta qualidade do desenho, pela delicadeza do colorido e pela variedade de técnicas empregadas.

Parque de impressões - Anna Sofia e a poesia sem querer, de Eloésio Paulo

Quem é a Glória?, de Silvio Costta









quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dubolsinho na Revista Ciência Hoje das Crianças

Indicações de nossos livros na Revista Ciência Hoje das Crianças


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Costura de nuvens, de Adão Ventura

O rei dos pássaros, de Sebastião Nuvens

O livro das mákinas malukas, de Luiz Roberto Guedes

Como desenhar um pássaro, de Sebastião Nuvens

Quem é a Glória?, de Silvio Costta

Zigue Zague, de Branca Maria de Paula
Gato no mato, de Sebastião Nuvens

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Primavera dos Livros 2012

Dubolsinho presente nesse grande evento de livros promovido pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), no Palácio do Catete no Rio de Janeiro, de 27 a 30 de setembro de 2012. A bibliodiversidade é a grande marca dessa feira de livros.



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XVI Feira Pan-Amazônica do Livro 2012 - Belém/PA

A Dubolsinho estará presente no estande da LIBRE (Liga Brasileira de Editoras), à qual é associada, na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro 2012

A Feira Pan-Amazônica do Livro apresenta, além de várias personalidades literárias, oficinas e palestras gratuitas e shows com grandes atrações.
Organizada pela Secretaria de Cultura, que considera a importância de estimular o acesso à leitura por meio de ações positivas, induzindo a população a aumentar o hábito de ler, valorizando a cultura e o conhecimento. Tem como foco principal do evento o Livro.
Em 2012 chega a sua 16ª edição tendo Portugal como país homenageado e celebrando os 100 anos de nascimento do maestro Wilson Fonseca, tornando-o patrono da Feira. A novidade, este ano, é um espaço dedicado às editoras independentes, que trabalham com livros de tiragem menores ou artesanais, no espaço chamado Primavera dos Livros (LIBRE). Vários convidados confirmaram participação: Gonçalo M. Tavares, Boaventura de Sousa Santos, Nelson Motta, Marta Medeiros e Luis Fernando Veríssimo e Joca Reiners Terron.

Data: de 21 a 30/09/2012
Local: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia
Av. Dr. Freitas s/n , Marco - Belém/PA

http://www.facebook.com/pages/XVI-Feira-Pan-Amaz%C3%B4nica-do-Livro-eu-vou/305141926242598

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Seminário de Literatura em Santo André 2012

Silvio Costta, autor do livro "Quem é a Glória?" (Editora Dubolsinho), participará do Seminário de Literatura, promovido pelo Centro de Formação de Professores Clarice Lispector de Santo André/SP, com a palestra "Caminhos educativos: literatura e inclusão social". O livro "Quem é a Glória?" trata do tema da inclusão social, e foi recentemente selecionado pelo PNLD Obras Complementares 2013 e pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (2012). Agradecemos o convite da equipe do Centro Clarice Lispector e da Secretaria de Educação de Santo André.


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

III Feira do Livro Infantil de Fortaleza - 2012

A Dubolsinho estará na III Feira do Livro Infantil de Fortaleza de 29 de agosto a 01 de setembro de 2012. E a autora da casa, Maria Cláudia Siqueira Garcia, fará durante o evento duas apresentações de lançamento do seu livro "A menina, o monge e o relógio", pela Dubolsinho. Veja aqui a programação completa da Feira: www.flivrofortaleza.com

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A alma aberta de Fernando Brant



Portal Cronópios - http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=5409
30/05/2012

Por Jorge Sanglard



Mais que um "escritor de canções", uma pessoa que descobre as palavras que devem se casar com a música, Fernando Brant é um poeta e, como ele mesmo diz: "poeta e leitor de poesia têm marca indelével na pele e na alma". Parceiro de Milton Nascimento em pérolas da MPB, Fernando Brant também é um observador atento de seu tempo e está lançando o livro "Casa aberta" (Edições Dubolsinho), reunindo crônicas publicadas ao longo dos últimos cinco anos no jornal Estado de Minas.
Inteligência, perspicácia e opinião estão impregnadas em cada crônica escolhida para compor o livro. Brant não se omite, abre a alma e assume cada posição adotada em cada um de seus belos escritos. Se o silêncio é a cara de Minas, como sentencia numa de suas crônicas, o autor sabe muito bem que a força da palavra rompe barreiras e fronteiras: "No princípio era o Verbo e a palavra existe para ligar os homens, para que eles entendam o que os cerca e se entendam. Usar bem a faculdade de se exprimir em  palavras, no entanto, é um desafio. Dizer o exato no momento em que deve ser dito é uma qualidade de poucos. E não expressar na hora devida o que deve ser revelado é uma fraqueza que nos leva à tristeza e ao vazio. O trato com as palavras é uma luta que não termina nunca e do bom embate que temos com elas vai depender nosso relacionamento com nossos semelhantes".
Assim, além de "escrever palavras que falam de tudo o que interessa ao ser humano, do que toca a emoção dos que permanecem sensíveis, e casá-las com melodias, criando as canções", que ganham Minas, o Brasil e o mundo na voz de Milton Nascimento, o Bituca, desde os tempos do Clube da Esquina, Brant se revela no livro um cronista afiado e afinado com seu tempo. Principalmente, em tempos onde "as práticas políticas, infelizmente, apontam para o desrespeito, a mentira, o marquetismo, a incompetência e a corrupção", as pessoas com autêntico espírito público têm pouco espaço no mundo político brasileiro e mundial, ressalta o cronista.
Caldas, Diamantina, Belo Horizonte, Ouro Preto, Três Pontas, Barbacena, Juiz de Fora, Dublin, Porto, Lisboa, Auvers, Paris, Madri, Bagdá, Nova York, e muito mais de Minas e do mundo permeiam as crônicas do livro e convidam o leitor para um mergulho fundo nas histórias e nos causos escritos com emoção à flor da pele e no calor da hora. Sobre Juiz de Fora, mais que uma declaração de amor. Intitulada "Em Juiz de Fora, eu sou de dentro", uma crônica atesta que Fernando Brant, já na primeira visita à Manchester Mineira, se mostra apaixonado pela cidade que possui a maior Rua Halfeld do mundo: "orgulhoso ponto de encontro do progresso com a cultura". A terra de Pedro Nava, de
Murilo Mendes, do professor de Brant, o poeta Affonso Romano de Sant'Anna, e do parceiro e amigo Tavinho Moura, passou a ser também afetivamente a terra do poeta, cidadão honorário.
E o próprio Fernando explica: "Sou de dentro por ter amigos, que moram em Juiz de Fora e em minha alma, e são para a vida inteira. Por me sentir em casa, certo de estar pisando um chão que também me pertence. Por ter agregado à minha existência pessoas belas e boas, competentes em várias atividades. Meus amigos de Juiz de Fora são bons poetas e compositores, ótimos médicos e políticos, administradores, professores e jornalistas. Aonde chegam se destacam".
A amizade com Milton Nascimento vem de longa data. No palco do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, ao lado do parceiro Fernando Brant, o jovem cantor, violonista e compositor Milton Nascimento, poucos dias antes de completar 25 anos, nos dias 19 e 21 de outubro de 1967, há quase 45 anos, não poderia sonhar que, a partir de suas três músicas no II Festival Internacional da Canção - "Travessia", "Morro Velho" e "Maria, Minha Fé" -, trilharia uma autêntica travessia rumo a uma das mais significativas trajetórias na Música Popular Brasileira da segunda metade do século XX e do início do século XXI e que se projetaria como um mestre do canto. No livro, Fernando Brant indaga: "Quem diria que o menino Milton de Três Pontas iria, passo a passo, canto a canto, conquistando degraus e, depois de deixar fascinados os seus amigos de Beagá, ser essa voz que comove o país?".
Desde a primeira parceria com Fernando Brant, "Travessia", Milton abriu alas para uma geração de grandes músicos e compositores mineiros e nunca transigiu sua arte, nunca aceitou os apelos fáceis da massificação. Brant, em depoimento exclusivo, afirma que "a música de Milton Nascimento não se explica, ouve-se. Desde que o conheci, e à sua música, o Bituca é um repertório de surpresas interminável. Até hoje, quando ele me mostra algo que acabou de compor, sua genialidade não dá descanso. Ele me surpreende agora como me surpreendia 30 anos atrás. A melodia, o ritmo, a harmonia, ele sintetiza o mundo em suas músicas. Devo a ele não só o fato de encontrar uma profissão que me sustenta e dá prazer, como a oportunidade de colocar minhas palavras e minhas idéias em canções belas e diferentes. E, ainda por cima, ele as canta. Ele é fonte inesgotável da música popular brasileira, um gênio".
Enfim, "Casa aberta" é um convite para se valorizar a vida, a afetividade, a companhia, a felicidade entre e para todos nós. Como um de seus muitos amigos juiz-foranos e mineiros, recomendo a leitura do livro uma vez que Fernando Brant confessa que escrever é um mergulho na prazerosa tarefa de buscar felicidade no universo das palavras.
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Jorge Sanglard é jornalista, pesquisador e produtor cultural. Escreve em jornais de Portugal e do Brasil.

Nova editora prima pela qualidade


Outra novidade agradável é a chegada no mercado da Editora Dubolsinho. Como o próprio nome indica, ela se destina ao público infantojuvenil. Formada, dirigida e mantida por escritores, ilustradores e pessoas que gostam de ler, escrever e desenhar. E como a última capa dos seus livros esclarece, seu objetivo principal é editar bons livros de literatura para essa faixa etária.
O Rei dos Pássaros, O Inventor do Xadrez e o Gato no Mato, todos idealizados e ilustrados pelo escritor e artista gráfico Sebastião Nuvens, comprovam o objetivo da Dubolsinho. Eles são atraentes aos olhos e à mente de quem põe as mãos em qualquer dos títulos citados. Artisticamente arrojados, com capas impecáveis, é difícil passar a vista por um exemplar e não ter vontade de abri-lo e ver de perto do que se trata.
Impresso em papel encorpado, seus projetos gráficos chamam a atenção pela criatividade e beleza das cores. O Rei dos Pássaros, em particular, é dono de uma plasticidade sem tamanho. Todo o livro vem recheado de desenhos de penas, com diferentes matizes de cores e formas, dando uma ideia quase que real da textura dos fios que as compõem.
O tema em si é instigante. Nasceu do resumo do poema oriental Diálogo dos pássaros, escrito no século 12 pelo poeta Farid ud-Din Attar, compactado por Jorge Luís Borges em Nueva Antologia Personal (EMECÉ Editores, Buenos Aires, 1968). “Sem esse denso e profundo resumo, eu jamais teria tentado recriar a grandiosidade do texto original”, revela Nuvens, que na realidade é Nunes. Com pitadas simplificadas de sabedoria oriental, a história conta a jornada que milhares e milhares de pássaros de todas espécies conhecidas do planeta fizeram em busca do seu rei.
Gato no Mato não traz vôos aventureiros, e, sim, felinos numa progressão matemática espantosa. A linguagem é alegre e despretensiosa. Faz o gênero de quem está começando a desvendar os segredos das letras e do método de adição. A parte gráfica é impecável. O mesmo pode ser dito do Inventor do Xadrez. Pensado para leitores que já dominam fluentemente a leitura, o autor usa uma linguagem ágil e engraçada. Ele lançou mão de uma das lendas que falam da criação do xadrez e a atualizou de maneira inteligente e divertida.
Em qualquer das investidas, Sebastião Nuvens soube conduzir com maestria a narrativa. Publicitário, poeta com 10 títulos publicados, atualmente se ocupa a escrever, ilustrar, diagramar e editar. Suas filhas Teresa e Alice, na época com 10 e 5 anos, foram o empurrão que faltava para que se enveredasse pela literatura infanto-juvenil. Em 1999, três anos depois de iniciada esta incursão, dada a dificuldade em publicar seus livros, juntou-se com um grupo de autores, ilustradores e amigos e fundou a Editora Dubolsinho.
 
 
Fonte: JC Online - Caderno C - http://www2.uol.com.br/JC/_2000/2304/cc2304d.htm#top

Fábulas Entortadas, de Israel Jelin






FÁBULAS ENTORTADAS – ISBN 978-85-8109-050-4

Literatura pode ser um ótimo divertimento, capaz de nos abrir os portões para as ambiguidades da vida e do mundo. Principalmente se escrita com bastante humor, muita irreverência e generosas pitadas de ceticismo. O autor destas fábulas é craque em misturar ótima literatura com humor finíssimo. Além de escrever muito bem, é engraçado sem fazer força, transmitindo com ironia e sarcasmo sua visão das coisas, numa gangorra que oscila entre otimismo e pessimismo. Entortadas por seu humor cínico, as vidas de bichos e de homens surgem com extrema clareza diante de nós, exibindo fraquezas, defeitos e, também, muita sabedoria. Jelin não toma partido, deixando que o leitor decida, entre as duas versões que apresenta de cada fábula, qual delas prefere.
Portanto, caríssimo leitor, a escolha é sua.


O autor: Israel Jelin formou-se em Direito e Letras Anglo-Germânicas pela USP, com certificado de Proficiência em Inglês (Cambridge University e Michigan University). Professor de inglês e tradutor, atuou por mais de 30 anos nas mais conceituadas escolas de São Paulo. É autor de uma vasta obra didática e paradidática, inclusive um dicionário Inglês-Português, além de inúmeras traduções.



FÁBULAS ENTORTADAS


Texto: Israel Jelin
Ilustrações: Sebastião Nunes

104 páginas – 14 x 19 cm
Capa a 4 cores, miolo em preto e branco
Preço: R$26,00 / E-book: R$ 16,00

terça-feira, 17 de julho de 2012

II Encontro de Professores da Rede Municipal de Santo André/SP

A Dubolsinho também participa nos dias 17 e 19 de julho de 2012 do II Encontro de Professores da Rede Municipal de Santo André/SP, expondo seus livros para venda durante o evento. Veja mais informações em: santoandredigital.wordpress.com