quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
III Feira do Livro Infantil de Fortaleza - 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A alma aberta de Fernando Brant
30/05/2012
Por Jorge Sanglard
Mais que um "escritor de canções", uma pessoa que descobre as palavras que devem se casar com a música, Fernando Brant é um poeta e, como ele mesmo diz: "poeta e leitor de poesia têm marca indelével na pele e na alma". Parceiro de Milton Nascimento em pérolas da MPB, Fernando Brant também é um observador atento de seu tempo e está lançando o livro "Casa aberta" (Edições Dubolsinho), reunindo crônicas publicadas ao longo dos últimos cinco anos no jornal Estado de Minas.
Inteligência, perspicácia e opinião estão impregnadas em cada crônica escolhida para compor o livro. Brant não se omite, abre a alma e assume cada posição adotada em cada um de seus belos escritos. Se o silêncio é a cara de Minas, como sentencia numa de suas crônicas, o autor sabe muito bem que a força da palavra rompe barreiras e fronteiras: "No princípio era o Verbo e a palavra existe para ligar os homens, para que eles entendam o que os cerca e se entendam. Usar bem a faculdade de se exprimir em palavras, no entanto, é um desafio. Dizer o exato no momento em que deve ser dito é uma qualidade de poucos. E não expressar na hora devida o que deve ser revelado é uma fraqueza que nos leva à tristeza e ao vazio. O trato com as palavras é uma luta que não termina nunca e do bom embate que temos com elas vai depender nosso relacionamento com nossos semelhantes".
Assim, além de "escrever palavras que falam de tudo o que interessa ao ser humano, do que toca a emoção dos que permanecem sensíveis, e casá-las com melodias, criando as canções", que ganham Minas, o Brasil e o mundo na voz de Milton Nascimento, o Bituca, desde os tempos do Clube da Esquina, Brant se revela no livro um cronista afiado e afinado com seu tempo. Principalmente, em tempos onde "as práticas políticas, infelizmente, apontam para o desrespeito, a mentira, o marquetismo, a incompetência e a corrupção", as pessoas com autêntico espírito público têm pouco espaço no mundo político brasileiro e mundial, ressalta o cronista.
Caldas, Diamantina, Belo Horizonte, Ouro Preto, Três Pontas, Barbacena, Juiz de Fora, Dublin, Porto, Lisboa, Auvers, Paris, Madri, Bagdá, Nova York, e muito mais de Minas e do mundo permeiam as crônicas do livro e convidam o leitor para um mergulho fundo nas histórias e nos causos escritos com emoção à flor da pele e no calor da hora. Sobre Juiz de Fora, mais que uma declaração de amor. Intitulada "Em Juiz de Fora, eu sou de dentro", uma crônica atesta que Fernando Brant, já na primeira visita à Manchester Mineira, se mostra apaixonado pela cidade que possui a maior Rua Halfeld do mundo: "orgulhoso ponto de encontro do progresso com a cultura". A terra de Pedro Nava, de
Murilo Mendes, do professor de Brant, o poeta Affonso Romano de Sant'Anna, e do parceiro e amigo Tavinho Moura, passou a ser também afetivamente a terra do poeta, cidadão honorário.
E o próprio Fernando explica: "Sou de dentro por ter amigos, que moram em Juiz de Fora e em minha alma, e são para a vida inteira. Por me sentir em casa, certo de estar pisando um chão que também me pertence. Por ter agregado à minha existência pessoas belas e boas, competentes em várias atividades. Meus amigos de Juiz de Fora são bons poetas e compositores, ótimos médicos e políticos, administradores, professores e jornalistas. Aonde chegam se destacam".
A amizade com Milton Nascimento vem de longa data. No palco do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, ao lado do parceiro Fernando Brant, o jovem cantor, violonista e compositor Milton Nascimento, poucos dias antes de completar 25 anos, nos dias 19 e 21 de outubro de 1967, há quase 45 anos, não poderia sonhar que, a partir de suas três músicas no II Festival Internacional da Canção - "Travessia", "Morro Velho" e "Maria, Minha Fé" -, trilharia uma autêntica travessia rumo a uma das mais significativas trajetórias na Música Popular Brasileira da segunda metade do século XX e do início do século XXI e que se projetaria como um mestre do canto. No livro, Fernando Brant indaga: "Quem diria que o menino Milton de Três Pontas iria, passo a passo, canto a canto, conquistando degraus e, depois de deixar fascinados os seus amigos de Beagá, ser essa voz que comove o país?".
Desde a primeira parceria com Fernando Brant, "Travessia", Milton abriu alas para uma geração de grandes músicos e compositores mineiros e nunca transigiu sua arte, nunca aceitou os apelos fáceis da massificação. Brant, em depoimento exclusivo, afirma que "a música de Milton Nascimento não se explica, ouve-se. Desde que o conheci, e à sua música, o Bituca é um repertório de surpresas interminável. Até hoje, quando ele me mostra algo que acabou de compor, sua genialidade não dá descanso. Ele me surpreende agora como me surpreendia 30 anos atrás. A melodia, o ritmo, a harmonia, ele sintetiza o mundo em suas músicas. Devo a ele não só o fato de encontrar uma profissão que me sustenta e dá prazer, como a oportunidade de colocar minhas palavras e minhas idéias em canções belas e diferentes. E, ainda por cima, ele as canta. Ele é fonte inesgotável da música popular brasileira, um gênio".
Enfim, "Casa aberta" é um convite para se valorizar a vida, a afetividade, a companhia, a felicidade entre e para todos nós. Como um de seus muitos amigos juiz-foranos e mineiros, recomendo a leitura do livro uma vez que Fernando Brant confessa que escrever é um mergulho na prazerosa tarefa de buscar felicidade no universo das palavras.
Nova editora prima pela qualidade
Impresso em papel encorpado, seus projetos gráficos chamam a atenção pela criatividade e beleza das cores. O Rei dos Pássaros, em particular, é dono de uma plasticidade sem tamanho. Todo o livro vem recheado de desenhos de penas, com diferentes matizes de cores e formas, dando uma ideia quase que real da textura dos fios que as compõem.
O tema em si é instigante. Nasceu do resumo do poema oriental Diálogo dos pássaros, escrito no século 12 pelo poeta Farid ud-Din Attar, compactado por Jorge Luís Borges em Nueva Antologia Personal (EMECÉ Editores, Buenos Aires, 1968). “Sem esse denso e profundo resumo, eu jamais teria tentado recriar a grandiosidade do texto original”, revela Nuvens, que na realidade é Nunes. Com pitadas simplificadas de sabedoria oriental, a história conta a jornada que milhares e milhares de pássaros de todas espécies conhecidas do planeta fizeram em busca do seu rei.
Gato no Mato não traz vôos aventureiros, e, sim, felinos numa progressão matemática espantosa. A linguagem é alegre e despretensiosa. Faz o gênero de quem está começando a desvendar os segredos das letras e do método de adição. A parte gráfica é impecável. O mesmo pode ser dito do Inventor do Xadrez. Pensado para leitores que já dominam fluentemente a leitura, o autor usa uma linguagem ágil e engraçada. Ele lançou mão de uma das lendas que falam da criação do xadrez e a atualizou de maneira inteligente e divertida.
Em qualquer das investidas, Sebastião Nuvens soube conduzir com maestria a narrativa. Publicitário, poeta com 10 títulos publicados, atualmente se ocupa a escrever, ilustrar, diagramar e editar. Suas filhas Teresa e Alice, na época com 10 e 5 anos, foram o empurrão que faltava para que se enveredasse pela literatura infanto-juvenil. Em 1999, três anos depois de iniciada esta incursão, dada a dificuldade em publicar seus livros, juntou-se com um grupo de autores, ilustradores e amigos e fundou a Editora Dubolsinho.
Fonte: JC Online - Caderno C - http://www2.uol.com.br/JC/_2000/2304/cc2304d.htm#top
Fábulas Entortadas, de Israel Jelin
terça-feira, 17 de julho de 2012
II Encontro de Professores da Rede Municipal de Santo André/SP
domingo, 8 de julho de 2012
E-books da Dubolsinho
Em breve, estaremos com novos títulos, e também e-books no formato E-PUB.
Veja nossos livros no IBA: http://www.iba.com.br/subcategoria.asp?qtd_pagina=&tipopublicacao=livro&ordem=&tipo_lista=&cat=195808&tipoproduto=&editora=Edi%E7%F5es+Dubolsinho
E siga o IBA nas redes sociais:
segunda-feira, 14 de maio de 2012
"O livro das mákinas malukas" na Revista Sãopaulo
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Livros na Virada Cultural SP 2012
21h - Karaokê Literário (espaço aberto para o público ler textos em prosa e poesias)
23h - Karaokê Literário (espaço aberto para o público ler textos em prosa e poesias)
01h - Leitura de trechos do livro “Meu Pé de Laranja Lima”, com Rafael Cortez (Livro Falante)
03h - Karaokê Literário (espaço aberto para o público ler textos e poesias)
11h - Atividade Infantil com a autora Lucila Mattos, com o livro “Duda – o macaquinho travesso”
Esperamos por você para conferir as atividades literárias. Afinal quem Lê se Vira.
Transporte ideal: metrô - Estação São Bento
Alimentação: Região com ótimas opções de refeição e lanches
Horário de abertura: Sábado às 18hs
Horário de encerramento: Domingo às 18hs
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Lançamento e Pocket Show na Livraria Cultura do Rio de Janeiro
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Leitura de crônica de Fernando Brant
domingo, 22 de abril de 2012
Lançamento de Fernando Brant em Brasília
Fotos do lançamento de Fernando Brant e Maria Cláudia S. Garcia na Livraria da Travessa/RJ
sábado, 21 de abril de 2012
Matéria de Carlos Ávila sobre a Dubolsinho
Dubolsinho a todo vapor
Recursos que Sebastião já utilizou bastante nos seus próprios livros de poesia (reunidos na Antologia Mamaluca), de prosa (Somos todos assassinos, História do Brasil etc.) e infantis; ele já publicou em torno de vinte títulos. Publicitário durante muitos anos, hoje Sebastião (ou Tião, como é conhecido entre os amigos) se dedica apenas a escrever, ilustrar, diagramar e editar. Morando em Sabará (MG), emprega a maior parte do seu tempo na Dubolsinho, mas também escreve uma coluna aos domingos no jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte.
Agora, de uma só vez, Sebastião lançou pela Dubolsinho um conjunto de oito livros. Um de poesia – Lua Gorda, de Rita Espeschit; dois de crônica - Casa aberta, do letrista Fernando Brant e Conversa mole, vida dura do escritor Manoel Lobato, e quatro infantojuvenis: Porquinho-da-índia de Drummond Amorim, Fábulas entortadas de Israel Jelin, A menina, o monge e o relógio de Maria Cláudia Siqueira Garcia e O outro lado do caleidoscópio de Oscar Bessi Filho. Completa o conjunto O assinalado: a trágica vida de Cruz e Souza, biografia do importante poeta simbolista escrita por Ivana Versiani, com ilustrações de Fausto Prats.
O que se depreende é que a Dubolsinho está a todo vapor, atacando em todas as áreas, embora ainda com ênfase na literatura infantojuvenil. Todos os volumes trazem a “digital” do editor, ou seja, a aposta na criatividade e no apuro gráfico-visual, incluindo uso de cores, não só nas capas, mas também no “miolo” de alguns dos livros, afora as suas já conhecidas e marcantes bossas: vinhetas, pequenos símbolos e figuras ao lado dos números das páginas, capitulares de antigos alfabetos, enfim, detalhes que são a marca registrada de Sebastião, um raro conhecedor e curtidor de tipos e fontes, da história da escrita e das artes visuais.
No conjunto de títulos há boas surpresas. Por exemplo, a “volta” da mineira Rita Espeschit (há anos radicada no Canadá) à poesia, com suas ironias mordazes e um, às vezes, ácido humor feminino; um Fernando Brant que busca palavras não apenas para preencher sonoridades em canções populares, mas para dizer de seu “sentimento do mundo”, observando simplesmente o cotidiano (morte, vida, encontros e despedidas); um Israel Jelin que “entorta” e vira do avesso conhecidas fábulas, vidas de bichos e de homens, ao ponto de fazer La Fontaine “revirar-se no túmulo”, como ele próprio reconhece; e, ainda, a dedicada Ivana Versiani que elabora uma biografia de Cruz e Souza em linguagem clara e acessível a todos, acompanhada por uma pequena, mas certeira, seleção de poemas do poeta negro catarinense, filho de escravos alforriados (um dos mais importantes simbolistas brasileiros, ao lado de Alphonsus de Guimaraens e Pedro Kilkerry). O poeta dos violões que choram em aliterações em V: “vozes veladas, veludosas vozes,/ volúpia dos violões, vozes veladas,/vagam nos velhos vórtices velozes/dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas”. Este poema está incluído na seleção de Ivana.
Enfim, a Dubolsinho, comandada com firmeza e sensibilidade por Sebastião Nunes, segue adiante, mantendo seu ritmo editorial e a qualidade de seus lançamentos. Já são doze anos de contínua atividade cujo “objetivo principal é editar bons livros de literatura para crianças, jovens e adultos”. Os oito títulos agora lançados confirmam que o objetivo vem sendo mantido e alcançado. Trata-se, com certeza, de um projeto vitorioso na cena literária contemporânea.
Carlos Ávila é poeta e jornalista, autor, entre outros, de Bissexto sentido e Poesia pensada. Foi editor do Suplemento Literário de Minas Gerais por quatro anos (1995/1998) e, atualmente, trabalha na Rede Minas de Televisão. Ainda este ano estará lançando seu primeiro livro infantil, Bri Bri no canto do parque, pela Scipione, e uma nova coletânea de poemas, Área de risco, pela Lumme ambas editoras de São Paulo.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Lançamento em Juiz de Fora/MG
quarta-feira, 4 de abril de 2012
2ª Passarela Literária em Belo Horizonte/MG
quinta-feira, 22 de março de 2012
Convite de Lançamentos 2012 - São Paulo
das 19 às 22h
Local: Livraria da Vila - Alameda Lorena, 1731 - Jardins - São Paulo
Convite de Lançamentos 2012 - Rio de Janeiro
Dia 19 de abril de 2012 - a partir das 19h
Local: Livraria da Travessa - Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema - Rio de Janeiro
quarta-feira, 21 de março de 2012
Casa Aberta
terça-feira, 20 de março de 2012
Era uma vez uma cobra
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Cadastro Nacional de Livros de Baixo Preço - FBN
Através do site da FBN (www.bn.br) é possível acessar a lista com os livros cadastrados (fazendo busca por título, autor, ISBN ou editora), as bibliotecas participantes, bem com os pontos de venda e distribuidores.
Veja os títulos que disponibilizamos para o Programa!!!
Solicite nosso Catálogo Especial do Programa Livros a Baixo Preço pelo e-mail: dubolsinho@gmail.com
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Viagem Literária
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Programa Nacional Biblioteca da Escola 2012

O livro das mákinas malukas, de Luiz Roberto Guedes, com ilustrações de Pati Woll
e

Costura de nuvens, de Adão Ventura, com ilustrações de Rugendas e Debret
foram selecionados pelo PNBE 2012. A Editora Dubolsinho e seus autores e ilustradores comemoram!!! Navegue pelo blog para conhecer mais estes títulos, autores e ilustradores, e veja também como adquirir o seu exemplar.
sábado, 17 de setembro de 2011
Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte

O livro Qual é?, de Mônica Versiani Machado, com ilustrações de Mariângela Haddad, foi selecionado para compor o Kit Escolar dos Alunos da Rede Municipal de Educação e das Creches Conveniadas em 2012, da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte/MG.
Desafio à imaginação dos jovens leitores, este livro é um verdadeiro jogo de adivinhação em versos, povoado de bichos e de gente. Ao longo dessa enigmática narrativa poética, entram e saem personagens familiares, mas nenhum deles responde à pergunta do título. Além de ser uma gostosa introdução à melhor literatura infantil, para crianças recém-alfabetizadas ou em fase de alfabetização, Qual É? permite muitas brincadeiras em sala de aula ou em casa, fazendo da leitura um prazer, como deve ser a boa literatura para crianças.
TODO EM LETRAS MAIÚSCULAS.
As autoras: Mônica Versiani Machado nasceu em Belo Horizonte, e viveu a infância e a adolescência em Ouro Preto, entre velhos sobrados e fantasmas de poetas inconfidentes. É pedagoga e autora de vários livros de literatura infantil e juvenil, tendo em sua coleção um bonito “João-de-Barro”, da Prefeitura de BH, importante prêmio destinado a livros para jovens leitores.
Mariângela Haddad é uma das mais criativas ilustradoras brasileiras. Suas incríveis ilustrações são outra fonte de diversão e encantamento, pela alta qualidade do desenho, pela delicadeza do colorido e pela variedade de técnicas empregadas.
QUAL É?
Texto: Mônica Versiani Machado
Ilustrações: Mariângela Haddad
Selecionado pelo PNBE 2010
24 páginas – 15 x 20cm – 4 cores
Preço: R$17,00
Formato grande (ISBN 978-85-87728-51-7):
24 páginas – 22,5 x 22cm – 4 cores
Ano: 2005 – 1ª edição
Preço: R$ 25,00














